2º Etapa do Circuito Municipal de Xadrez de Aracruz (Cimex) fortalece trajetória de sucesso de estudantes em 2026

Publicado em: 30 de março de 2026
Texto: Renato Lana de Faria
Imagem: Divulgação
2º Etapa do Circuito Municipal de Xadrez de Aracruz (Cimex) fortalece trajetória de sucesso de estudantes em 2026

Aconteceu, na manhã e tarde deste sábado (28), na praça de alimentação do Shopping Oriundi, a segunda edição do Circuito Municipal de Xadrez de Aracruz (Cimex) em 2026. O evento reuniu estudantes das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) Placidino Passos, Luiza Silvina e Ezequiel Fraga Rocha, além de escolas particulares como Sesi/Senai, Sesc, Espaço Livre, CEA, Darwin, Colibri e Magia de Aprender (Ibiraçu), CEPC e Colégio Salesiano (Vitória), e outras cinco escolas de Guarapari.

O torneio é promovido pelo professor Alessandro Camporez e contou com a participação de mais de 150 estudantes, nas categorias sub-8, sub-10, sub-12, sub-15 e Open (acima de 16 anos). Serão várias edições ao longo de 2026, com o propósito de fomentar ainda mais a prática do xadrez nas escolas e, consequentemente, o aprendizado dos estudantes. “O Cimex tem dado grande visibilidade à prática do xadrez entre estudantes em Aracruz. No ano passado, por exemplo, tivemos a participação do Grande Mestre Internacional Rafael Leitão, bicampeão mundial (sub-12/1991; sub-18/1996), heptacampeão brasileiro absoluto, com nove participações em Olimpíadas e considerado o enxadrista número um do Brasil, além da Mestre Internacional Feminina e multicampeã brasileira Juliana Terao, que vieram nos prestigiar”, lembrou Alessandro.

A importância do xadrez nas escolas
Em suas passagens pelo município, os enxadristas Rafael e Juliana reafirmaram que a prática do xadrez é uma excelente ferramenta pedagógica, pois desenvolve diversas habilidades, ajudando a criança a se planejar e a tomar decisões. Cada lance exige ação e reação, além de ampliar no aluno a noção espacial e de geometria. Para eles, o xadrez é muito versátil, podendo ser utilizado em qualquer disciplina escolar. Além disso, é de baixo custo, não exige grande estrutura, como outros esportes, e é acessível a todas as classes sociais, integrando gêneros e idades.

A segunda edição do Cimex deste ano também atraiu um grande número de familiares, que foram acompanhar de perto o desempenho dos filhos. Rodrigo dos Santos Costa é pai de Valentina Nunes Costa, de nove anos. Ele afirmou que sua filha adora competir e que aprendeu a jogar na escola. “Ela disputa esse torneio todos os anos, e eu sempre compareço para prestigiar. Minha filha aprendeu a jogar na escola, e eu aprendi com ela. Vejo com bons olhos essa prática associada ao aprendizado do aluno, porque ajuda muito na cognição. Minha filha se desenvolveu bem desde que começou a jogar, e percebemos os resultados”, afirmou.

O professor Alessandro Camporez disse que, para 2026, pretende trazer a Aracruz outra grande figura do xadrez. “Depois das participações de Rafael e Juliana, vamos trabalhar para que outro enxadrista de renome internacional venha nos prestigiar. Somos referência dessa prática nas escolas e vamos continuar nos empenhando para que os resultados sigam aparecendo. Nesta edição, também tivemos a participação de uma criança da Índia, país onde essa prática é muito forte e valorizada como ferramenta pedagógica para desenvolver concentração, raciocínio lógico e habilidades cognitivas”, enfatizou.

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